DESPERTADOR

Despertador

Todo dia o meu despertador toca três vezes para que eu me dê conta que preciso levantar. Às 8h o primeiro susto, 10 minutos depois eu já estou mais consciente do esforço de deixar a cama, as 8h20 eu não posso mais fugir — é hora de levantar.

Tem coisas que a gente não entende de primeira. Não se desiste assim tão rápido de uma coisa que se deseja. Abrir mão é assumir a covardia de insistir. A teimosia ajuda e atrapalha na mesma proporção perigosa.

Você sabe que não deve insistir naquela história sem pé nem cabeça, mas ainda sim, insiste. Sabe que não deve dar confiar depois de tantas decepções, mas ainda dá. Sabe que está cansado de esperar que o outro tome a decisão de ficar com você, mas ainda espera.

A gente gosta de acreditar na capacidade de aguentar qualquer coisa. Mas, na verdade, não aguenta. E precisamos reconhecer isso, por que no momento que a gente insiste naquilo que não devia vamos morrendo por dentro, vamos nos afogando nas próprias concessões. E no fim de tudo, o pior é descobrir que isso não aconteceu silenciosamente.

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A PRIMEIRA VEZ

A primeira vez

A gente compreende que tudo na vida tem uma primeira vez. O primeiro dia de aula, a primeira viagem, o primeiro amor. São experiências que marcam e que vão dando sentido a nossa trajetória.

Somos movidos por decisões e a vida nos cobra a todo momento a capacidade de tomarmos as decisões certas. É uma conta simples que nos pressiona a minimizar as falhas e sempre buscar o sucesso em tudo. Mas qual a garantia que temos disso?

Antes de acontecer aquilo que tanto esperamos existe um longo caminho que foi trilhado. Às vezes, se quer, damos conta disso. Temos a ideia de que as decisões que tomamos, bem com as suas consequências, é que são os fatores que definem a nossa história. Mas se pararmos para pensar, as coisas que deixam de acontecer têm um poder incrível de definir quem somos e seremos.

Analise: aquele curso que você não escolheu, aquele namoro que não continuou, aquele casamento que não aconteceu, aquela pessoa para quem você não se mostrou, e tantas outras coisas, será que não foram exatamente elas que te trouxeram até aqui?

Muito mais importante do que a chegada é saber aproveitar o ritmo da viagem. A vida é curta demais para enchermos nossos dias de ressalvas e reservas. Para tudo existe uma primeira vez, não é o que dizem?

A vida não um roteiro já escrito. É preciso criar a leveza. E necessário cultivar a sensação do inesperado. E saber a hora certa de cada coisa. O momento mais importante de ser, estar e fazer. E assim, valorizar cada passo, mas um passo por vez.     Assim como o ‘eu te amo’ que após sua primeira menção já quer dizer um pouco menos.

Entrevista com Larissa Geovana – @luademarevazia

Estreando a coluna de entrevistas aqui do blog trago Larissa Geovana, a escritora por trás do perfil @luademarevazia!

Sem título 1

“O que é isso?
É o feminismo
Que você tanto odeia
Estampado na minha cara
E correndo nas minhas veias. “

Larissa Geovana de Paiva Batista, 20anos, assina seus versos e textos sob o perfil Lua de Maré Vazia. Nascida em Anápolis-GO. Se define como “uma pessoa de total calmaria, alto astral e bastante comunicativa…”. Ela chegou a iniciar a graduação em Arquitetura e Urbanismo, mas com o passar do curso percebeu que a coisa não era para ela, a partir de então tem se dedicado integralmente à escrita. Mas pretende ingressar no curso de Letras no próximo ano. Larissa desenvolve um projeto cultural no qual ministro oficinas e palestras em escolas acerca do processo criativo do escritor e participa de eventos como saraus e recitais.

A seguir, você confere a entrevista que fiz com essa poetisa de sotaque carregado que vem construindo uma poesia forte, embarcada em muita emoção e que reflete muitas experiências e uma observação apurada da vida ao redor.

Sem título 2

“No tracejado de cada lápis, sou eu quem habita.
Na ponta de cada caneta, são meus sonhos que gritam.
Na última gota de cada aquarela, são as minhas lágrimas que vivem.”

O que gosta de fazer, além de escrever?
Gosto muito de desenhar, embora eu não seja muito boa com isso gosto de me arriscar nas aquarelas, faço até algumas ilustrações para acompanhar minhas poesias. Gosto também de ir ao teatro, cinema, fazer uma caminhada pelo parque no entardecer, gosto de bares que tocam músicas que me agradem e sobretudo amo ficar em casa com meus animais de estimação, duas cachorrinhas e uma gata super fofa e peluda.

Possui alguma filosofia de vida?
Não tenho nenhuma filosofia de vida bem definida, nem muitas crenças ou religião, mas tento sempre fazer o bem para as pessoas. Acredito que o respeito e o amor são fundamentais em qualquer convívio, e no mais eu busco a felicidade constantemente, acho que isso é o sentido vida.

De onde veio o interesse pela leitura e pela escrita?
Essa é sempre uma pergunta que me deixa numa saia justa, eu não sei ao certo em que momento da minha vida esse interesse despertou dentro de mim, mas lembro que na minha época de colégio mais ou menos no 9° ano eu não era uma aluna muito boa e nem tinha muitos amigos então ia para a biblioteca e lá ficava apreciando os livros, nesse período dois livros me marcaram muito: Os Miseráveis de Victor Hugo e Eles Morrem Você Mata que não me lembro mais o autor, mas era um livro de suspense com uma capa verde absolutamente inesquecível. As primeiras poesias que escrevi foram quando entrei no ensino médio, tive uma amiga que escrevia e tinha um blog de poesias isso de alguma forma me inspirou bastante a escrever e divulgar minhas palavras a partir daí nunca mais parei de escrever e divulgar na internet tudo isso.

O que você costuma ler?
Costumo ler crônicas e poesias~. Meus autores preferidos são: Fabrício Carpinejar, Millan Kundera, Marçal Aquino, Ferreira Gullar, Carlos Drummond De Andrade, Cecília Meireles, Adélia Prado, Vinícius de Moraes, Cora Coralina, João Cabral de Melo Neto, Manoel de Barros, Gabriel García Márquez, Fernando Pessoa e vários outros escritores da minha geração que acompanho pelas redes sociais.

Quantos livros em média você lê por ano?
Só esse ano já devo ter iniciado a leitura de uns 10 livros e nem chegamos no segundo semestre, mas um defeito meu é que dificilmente dou continuidade nas leituras e então vou acumulando vários na cabeceira da cama. Mas em média devo ler completamente uns 8 livros ao ano.

Sem título 3

“Sou muito mais do que
Carrego por entre as pernas.
Sou muito mais do que os
Estereótipos que me puseram há décadas.

Sou homem, mulher, transexual e travesti.
Sou lésbica, sou gay, sou bi.
Sou tudo que sou e quiser ser.
Sou de verdade sim!

Mulheres de barba e homens de peito.
Segure-se sociedade, pois sou assim por direito.
Mulheres de barba e homens de saia.
Segure-se sociedade, pois agora ninguém mais nos para.”

Você teria algum poema seu que é mais especial ou que lhe marcou? Por quê?
Os poemas que escrevo direcionados a alguém quase sempre são os que mais me marcam. Há um cujo título é Arranhar-te As Costas, que escrevi no dia que conheci meu atual namorado. É de uma paixão imensa e retrata absolutamente bem o que eu sentia naquele instante. Há outros dois que também sou apaixonada, Tropicália, que fala um pouco sobre o período da ditadura brasileira e o outro chama-se Quem É O Samba, poema que me fez vencer um concurso de poesia e foi selecionado para compor uma antologia comemorativa de 100 anos de samba.

Para você o que é e poesia?
A poesia para mim é uma forma de representar a vida. Através dela represento meus sentimentos, pensamentos e desejos. Ela me dá voz para poder falar sobre temas que nem sempre são ouvidos com atenção pelas pessoas.

Na sua opinião a pessoa nasce poeta ou aprende a ser?
Acredito que todos nós nascemos poesia e a vida nos faz ser poetas. Com o passar dos anos vamos aprendendo a transcrever para o papel toda essa poesia que carregamos conosco.

Uma metáfora da vida?
Durante a vida somos todos lagartas dentro do casulo.

Dos gêneros que você ainda não experimentou o que pretende escrever?
Nunca escrevi romance, mas pretendo escrever um que seja marcante.

Quais os projetos que você participa atualmente?
Atualmente participo de um projeto cultural chamado A Casa Soberba, é um projeto independente formado por vários artistas, a ideia inicial é que nós nos reuníssemos quinzenalmente para uma apresentação de Teatro, Poesia e Música para apenas 15 pessoas dentro de uma casa, contudo o projeto cresceu e passamos a ser convidados para apresentações em escolas e palestras. Organizamos também o Sarau Soberbo e o Luau soberbo que abrangem de 30 até 100 pessoas quando realizados. Sou também integrante de outro projeto, chamado Coletivo Além do Gram, que reúne escritores de todo o Brasil, que divulgam seus trabalhos através do Instagram, criando uma teia de comunicação e publicação entre os escritores e os leitores.

Sem título 4

( … )

Parte da nossa entrevista foi gravada. Ouça abaixo:

Você pode conhecer a produção da Larissa através dos links:

Instagram: @luademarevazia

Página no facebook:  www.facebook.com/luademarevazia

Status

Hoje me disseram a seguinte frase: “se escritor é uma questão de  status”!!  Até agora não consegui compreender a extensão desse pensamento, muito menos se ele é bom ou ruim.

Vamos ao significado:

status:

1. condição (de alguém ou de algo) aos olhos do grupo humano em que vive.
2. p.ext. (da acp. 1) posição favorável na sociedade; consideração, prestígio, renome.

Temos duas palavras interessantes condição e prestígio. Qual a condição de um escritor aos olhos do grupo social que pertence? Como a sociedade vê a indivíduo que escreve? Inteligente, diferenciado, vagabundo? Será que o escritor é visto como artista?

Quando falamos de prestígio eu lembro da palavra reconhecimento. Mas em uma sociedade que pouco lê fica um tanto difícil entender que tipo de prestígio pode ter aquele que produz conteúdo. Sobretudo, na era da tecnologia em que é mais fácil esquecer do mundo com um celular à mão.

Desculpem. Ainda não consegui definir esse status.

Cronicast #1 – ÚTERO

Novidades!!! Agora o blog tem podcast!!! O Cronicast surge com a proposta de aproximar a poesia e seus temas do nosso cotidiano. Inicialmente, com o formato de um poema + um comentário, o podcast dura em média 1:30′ e você pode ouvir direto pelo SoundCloud ou pode baixar para o seus dispositivo.

Na 1ª edição trago o poema ÚTERO, que aborda a necessidade de cultivar um espaço feminino dentro de nós, homens.

Confira!

Devoção

28 DEVOÇÃO

Já admirei a lua, adorei o sol
vi amor no mar,
enamorei as flores

A minha devoção agora é
de um pássaro.
De todas as metáforas é a
que me parece mais
adequada.

Sempre sonhei que voava,
agora sei como é.

Amo tudo que me conecta,
me captura,
tudo que cresce organicamente
no solo da minha natureza.

Eu amo tudo que sinto:
você.

Conta-gotas

25 CONTA-GOTAS

Não me ofereça o seu amor somente na idealização.
Não me embriague com o teu cheiro somente na minha ânsia.
Não me beije a boca apenas nos meus desejos.
Não me tome em seu olhar somente dentro dessa lembrança.
Não tente me nutrir com um amor de conta-gotas,
porque eu sei que você é um mar inteiro.

..

Cirandinha

23 CIRANDINHA

Ciranda, cirandinha
vamos parar pra pensar,
pouco amor ou pouca boca,
volta e meia? Não vai dar.

( … )

O convite que fizestes,
era vidro e se quebrou?
O ardor que tu me tinhas
foi a onda que esfriou?

( … )

Pois no livro da minha vida
não mais entro nessa moda,
pego o verso mais bonito
digo adeus e vou-me embora.

Cachos

Sem título 1

Por esses dias você disse que sonhou comigo e lembrei eu tive vários sonhos meio malucos. E isso é bem comum para mim. Há certas coisas fantásticas que só fazem sentido na minha cabeça. E há tantas outras coisas que eu entendo, mas que não cabem no espaço que preciso. Você é uma dessas coisas que eu entendo, mas que não cabe no meu tempo diário. Cabe apenas quando eu sonho com você, a diferença é que eu sempre estou acordado quando sonho, talvez por que isso signifique que você está mais perto do que é real pra mim. Mesmo que eu não perceba.

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Cântico à minha alegria

CÂNTICO

Devolvam meu sorriso
Depressa!
Pois é dele que preciso.
Eu sou da arte amante,
caçador e amigo.
Porém não faço uma frase
sem alegria.

Tão depressa eu quero fazê-lo,
Se puder pintar, faço pra imortalizá-lo,
e assim sempre observá-lo
na hora do desespero.

Mas se me falta sorrir é por apenas um segundo,
pois minha sede de viver é maior que o mundo.
E se você quiser sorrir: sorria!
Como eu agora me atreveria
a gritar com toda voz que o ‘’mundo todo é muito mundo!’’
E que hoje sou um feliz poeta vagabundo
que voltou a fazer poesia!

Arrancar

Quero arrancar do meu peito toda forma de amor
Quero arrancar cada esperança que se traduz nos
momentos em que estou sozinho.

Eu quero arrancar de mim todo o amor para que ele não se acabe,
para que eu não sinta essa agonia de quando ele se vai,
quando o amor muda de nome, de gestos,
e quando o amor já não tem mais a cara daquela
pessoa que dorme comigo.

Eu quero arrancar de mim todo o amor
e tudo aquilo que se parece com sentimento,
tudo aquilo que faz com que eu só me sinta feliz
se estiver ao lado daquela outra pessoa.

Eu quero arrancar de mim todo tipo de amor
que me faz escrever versos, escrever músicas,
brincar com canções, com palavras,
e a ver profundidade em coisas sem sentido.

Por que toda vez que o amor acontece,
seja da maneira correta,
ou de um jeito inesperado,
eu me perco.

Ame

Agosto de 2010

Ame e tão somente ame. Nada mais.
Ame assim e assado. Embora haja tempo
No passo apressado, ame.

Ame, ata-me, afaga-me e me afogue
no rio do teu amor.

Ame na medida. Sem mais nem menos.
Ame atrevida e sem planos
com muita chuva, por longos anos.

Ame na calma e na pressa,
na cama, na alva, na reza.

Ame por sobremesa e por sobre a mesa.
De alma aberta como me interessa,
nem meça, nem peça, me atravessa
que eu sou portal pro seu amor passar,
pro seu amor parar, se alojar,
me aleijar de tanto amar.

E pra você dançar eu sou o salão, a sapatilha;
eu posso ser a canção, eu sou o baile inteiro,
mas o seu amor primeiro, segundo, terceiro,
sorrateiro na semana inteira, ame à sua maneira.

Ame no tropeço, sem endereço
e eu já sei que nem mereço esse amor;
amor da flor dos seus olhos, dos meus atalhos,
sou planta, sou galho, suba!
Se balance, alcance que o fruto no topo
é qualquer coisa que você deseja.

Ame pela fresta da porta, no fogo da vela,
ame na descrição, nos ritos
e ritmos de cada oração.

Ame com palavras ensaiadas
ou com palavras repetidas.

Ame na falta, na lata, na caça
e ame na cela; amor de telenovela também pode ter.

Ame pela luta e sem medo de perder,
ame se der, ame ceder…
Seja o amor que você quiser amar,
ame com o amor que você quiser ser.

Cárcere

A saudade prende um ser a outro ser por ele querido;
prende de um modo que os seres sentem-se, de fato, perdidos;
mesmo estando sem rumo e por demais perturbados,
é possível sentirem-se próximos estando ainda afastados.

Pois a saudade é sentimento no peito guardado,
pássaro azul no quintal, engaiolado;
é vinho de festa por demais fermentado.
A saudade é também um cárcere.

..

ATÉ QUANDO?

A gente cresce aprendendo a respeitar os outros, obedecer aos mais velhos, cuidar bem dos mais novos, cumprimentar sempre que chegar, pedir licença ao passar, por favor ao pedir, agradecer sempre, elogiar em público e criticar em particular.

Valores que vão moldando nossa relação com o externo. Educação de casa vai à praça, é o tipo de frase que a gente sempre ouviu. E você sabe tanto quanto eu que isso faz todo o sentido.

De maneira alguma isso tudo é ruim. São atitudes que a gente aprende e vai usando em diversas situações. Quando você começa a se entender por gente vai percebendo que a vida tem outras dinâmicas. Nem sempre dá para ser gentil e algumas coisas só acontecem quando a gente se impõe.

O mundo nos aprisiona numa dicotomia entre o certo e o errado. E às vezes a gente pensa que só existem essas alternativas. A vida tem outras demandas. E grande parte delas está para além desse sistema. Pare e pense, quem você é hoje? Quantas decisões você teve que tomar que foram de encontro à maioria?

Existe uma linha bem tênue entre realizar a vontade dos outros e fazer a própria vontade. Nossos pais, por exemplo, almejam em nós o sucesso das oportunidades que não tiveram, prospectam em nós as decisões que eles tomariam e mais, não admitem que possamos optar por caminhos diferentes.

É fácil nadar contra a maré? Não, meu amigo, não é! Mas temos que escrever na vida as nossas verdades. Não existe fórmula pronta, mas você só faz isso com muita coragem e acreditando naquilo que te move. O tempo é o grande senhor de tudo.

Até onde você deve deixar de fazer o que gosta para satisfazer o bem-estar dos outros? Até quando deixar de fazer suas escolhas com medo do que vão falar a respeito? Por que deixar de amar quando essa escolha não agrada totalmente seus familiares? Por que os outros vêm sempre em primeiro lugar? Por que evitar o inevitável? Por que deixar passar? A pior traição é trair a si mesmo. Pense nisso. A vida é sua.

SE

Se o amor for do tamanho da preocupação que eu tenho por você. Se o amor for tão dolorido quanto essa angustia de estar longe. Se o amor for essa certeza de que eu quero tanto quanto você quer. Se o amor for essa teimosia de insistir naquilo que parece impossível. Se o amor for esse desejo insano que aumenta na mesma proporção que a saudade. Se o amor for um monte de palavras trocadas de todas as maneiras que a tecnologia permite. Se o amor for essa ansiedade por notícias ou por qualquer sinal que venha de você. Se o amor for essa admiração à sua coragem de ir em busca daquilo que você quer. Se o amor for uma espécie de atestado de loucura, um convite à insanidade de desejar ardentemente uma pessoa. Se o amor for essa decisão de não querer se quer ficar com outra pessoa. Se o amor for entender por que você ainda não decidiu ficar comigo. Se o amor for não entender por que você ainda não decidiu ficar comigo. Se o amor for a capacidade de abrir mão de você para que você tenha paz. Se o amor for esse nó na garganta, esse aperto e essa vontade de gritar. Se o amor for não deixar de me importar com você. Se o amor for escrever textos secretos sem poder dizer seu nome. Se o amor for as inúmeras formas que meu corpo reage ao seu. Se o amor for contar as horas e os dias exatos do nosso último encontro. Se o amor for entender a sua linguagem. Se o amor for ouvir o seu silêncio. Se o amor for o silêncio no momento de euforia no sexo. Se o amor for abrir mão dos privilégios do machismo para que você reine. Se o amor for o desejo te oferecer um mundo totalmente novo. Se o amor for querer você mais alto. Se o amor for a visão de um futuro incrível. Se o amor for o arrependimento pela forma que entramos na vida um do outro. Se o amor for a compreensão de que entrar na vida do outro foi inevitável. Se o amor for encontrar razão para não desistir. Se o amor for o próprio receio de dizer eu te amo. Se o amor for uma série de coisas que não se pode medir. Se o amor for todas as atitudes que não cabem no certo e no errado. Se o amor for não trair os nossos próprios desejos. Se o amor for a pretensão de ser o seu último homem. Se o amor for o motivo de todas as perguntas. Se o amor for a surpresa de sentir algo novo. Se o amor for essa cegueira para todos os outros rostos. Se o amor for o encaixe milimétrico dos nossos corpos. Se o amor for um lugar com você. Se o amor for o que não sei discernir… e pouco de tudo isso, (…) então, eu amo.

As chaves

As chaves

Para com essa porra de bagunça aqui.
Porque pegou as chaves?
Você fez cópias?
Não permiti que fizesse.
Ou arrombou a porta?

A porta, que porta?
Nunca houve.
Eu abri.

Dei com a cara no chão
quando passou a estranheza
e não houve mais receio
de cobrar,
de irritar,
de xingar,
de ferir,
de ameaçar,
de chantagear,
de bater,
de espancar,
de matar.

 

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Minha lista de leituras para 2016

Todo ano eu coloco uma meta pessoal de livros para ler. Nos últimos anos venho conseguindo cumpri-las, com exceção de 2015, onde em meio ao lançamento do meu segundo livro acabei me perdendo.

Nesse ano pretendo melhorar meu compromisso como leito, para tanto estabeleci uma meta mínima de 2 livros por mês, 24 livros ao ano. Óbvio que não lerei apenas estes, até por que um novo livro sempre aparece ou toma o lugar de outro na lista. Mas de toda forma, é uma forma de me orientar.

Aqui vai a lista:

  1. Navegos – Zila Mamede
  2. Leite Derramado – Chico Buarque
  3. A Insustentável Leveza do Ser – Milan Kundera
  4. O Escritor e Sua Missão, Goethe, Dostoiévski, Ibsen e outros – Thomas Mann
  5. Will & Will – John Green
  6. Como os pinguins me ajudaram a entender Deus – Donald Miller
  7. As Consolações da Filosofia – Alain de Botton
  8. Feliz por nada – Martha Medeiros
  9. A Bacia das Almas – Paulo Brabo
  10. A cega natureza do amor – Patricio Jr
  11. Madame Xanadu – Aureliano Medeiros
  12. Pipa Voada Sobre Brancas Dunas – Junior Dalberto
  13. Meus Segredos com Capitu, Livros, Leituras e outros Paraísos – Ana Elisa Ribeiro
  14. Um Copo de Cólera – Raduan Nassar
  15. Não basta ser playboy. Tem que ser DJ! – Carlos Fialho
  16. Um tanto de Coisas – Ana Nunes
  17. Cem sonetos de amor – Pablo Neruda
  18. A Arte de Ter Razão – Arthur Schopenhauer
  19. 200 crônicas escolhidas – Rubem Braga
  20. Nação Crioula – José Eduardo Agualusa
  21. Manual Prático de Levitação – José Eduardo Agualusa
  22. Para Onde Vai O Amor? -Fabrício Carpinejar
  23. O Fio das Missangas – Mia Couto
  24. O que é ideologia – Marilena Chaui

A medida que for terminando as leituras vou postando aqui as impressões sobre cada livro.

E você, tem alguma lista pronta já?

VIDA

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma você pode aprender a dominar o tempo para que ele te ajude a organizar melhor as coisas. Você pode não saber ao certo quanto tempo vai demorar, mas sabe que uma hora chega.

Enquanto o tempo acelera e pede pressa você pode cultivar os momentos de contemplação. Perceber que as pessoas são como poemas. Assistir ao espetáculo diário que a natureza nos proporciona gratuitamente e não percebemos. Por que estamos com pressa. Por que estamos com um celular na mão.

Enquanto todo mundo espera a cura do mal você pode plantar sementes de boas ações, sem a intenção de ser salvo ou ir para o céu, mas simplesmente por ser uma escolha que vai ajudar a propagar o que é bom e justo. E você pode fazer isso sem precisar de aplausos ou de fotos que comprovem.

Quando o corpo pede um pouco mais de alma é por que os passos que demos nos fizeram deixar partes dela pelo chão. Ou as pessoas que amamos ficaram com essas partes. Cicatrizes não são lembranças do que doeu, mas do que sobrevivemos. Porque a vida não para!

Mas falta tempo para perceber? Falta esforço para conseguir? Falta a constatação de que as mudanças são necessárias? Seja como for, quem quer saber? O mundo com os outros por perto é perigoso, mas sem esse risco não haveria o significado da existência.

A gente se reprime ou se expande de acordo com o que desejamos. E o nosso maior desejo é o de voar alto, ser livre, amar sem medida. Sonhar é o primeiro passo, mas se incomodar é um passo à frente. Vamos na valsa? A vida é tão rara.

ÚTERO

Se eu tivesse um útero,
diria, com toda certeza que de lá
eu tiraria as minhas palavras.

Porque toda palavra é concebida nas entranhas.
É no espaço que cabe o começo da vida
que se começa a engravidar dos versos.

Se eu tivesse um útero,
moraria nele a minha lucidez.

Eu saberia que apalavra nasce
para ser alimentada pelo cordão
umbilical da necessidade.

Se eu tivesse um útero,
toda palavra seria gentil,
seria derivada da luz,
sem sombra de dúvidas.

Se eu tivesse um útero,
seria um homem inteiramente
mulher de palavra.

SÓ OLHANDO

Já parou para pensar que quando a gente vai fazer compras uma das frases que mais falamos é ‘’tô só olhando’’. E essa deve ser a frase que os vendedores mais ouvem também.

Na maioria das vezes a gente está só olhando mesmo, sem pretensão alguma de comprar. Às vezes estamos apenas pesquisando, o que é extremamente importante, ainda mais em tempos de crise.

Talvez você tenha algum amigo que só aparece quando o barzinho não cobra couvert. E talvez até você ache desnecessário, afinal, é só alguém tocando uma música. Para quê pagar por isso? Mas já parou para pensar em como é bom estar em um ambiente com música ao fundo para deixar ainda melhor o seu tempo com os amigos?

Quanto você pagou pela discografia daquele cantor que você gosta? Quanto custou aquele livro que marcou a sua vida? Qual o preço do ingresso de uma peça de teatro que te emocionou? Quantas verdinhas por aquela linda pintura na parede da sala? Ou quanto você já gastou para estar no show da sua banda preferida?

Por que temos essa mania de apenas observar a arte? Por que não investimos nela? Entende-la como um Bem de consumo? Uma necessidade pela qual vale a pena pagar?

Mais ainda, por que não investir na pessoa que a produz? Quando compramos o produto cultural de um artista estamos gerando a possibilidade de que ele viva da sua arte, a produza mais e com qualidade, e esse é o sonho de todo artista. Além de ser uma forma de contribuir para um mundo mais belo e menos alienado.

Parece slogan de cartão de crédito, mas muitas coisas na vida não têm preço. Tem valor! Preço é o quanto você investe em dinheiro. Valor é o quanto você recebe em significado. O preço é calculável. O valor é inestimável e atemporal. Faça as contas!

ESCREVER É UM ATO INSTANTÂNEO?

O homem senta-se à mesa. Está sobre ela uma folha em branco, o homem tem uma caneta à mão. Ele a debruça sobre o papel e BUM! Está ali um texto completo e à vácuo!

Algumas pessoas sustentam o pensamento de que escrever é um ato simples, que não exige tanto empenho e que não demanda qualquer tipo de esforço. Esse pensamento é uma extensão do primeiro mito que tratei aqui.

Na concepção de que a criação do texto é um processo meramente instantâneo subentende-se que quem possui o dom pode, como em um passe de mágica, conceber um texto do nada. Em outras palavras, um aborto literário.

Felizmente não é sempre assim.

O trabalho com o texto não é apenas técnico, somente instantâneo ou sempre pragmático. Inúmeros processos psíquicos, comportamentais, socioculturais são ativados no momento da concepção (gestação?) de um texto. Soma-se a isso o contexto de vida do escritor, seu arcabouço de habilidades, familiaridade com a língua, conhecimento sintático e literário, sua visão de mundo, crenças, conjunto de valores, etc.

São diversos fatores que solicitam do autor um esforço aplicado, um manuseio delicado de todo o universo ao redor do ato. Sem esquecer de pontos como a intenção, os destinatários do texto, sua funcionalidade e articulação com o leitor/ouvinte/observador.

Dito isto, devemos rebater o pensamento de que a escrita é um ato em si mesmo e abrir espaço para o desenvolvimento de um pensamento complexo, inteligível e mais íntegro com o texto, com a arte de escrever, e, principalmente, com aqueles que se apropriarão da obra em questão para indeterminados fins.

ESCREVER É UM DOM?

São inúmeros os mitos que cercam o ato de escrever. Boa parte deles são fruto de modelos de argumentação criados ao longo do tempo, perpetuados por uma grande parte preguiçosa da população e sustentados por uma massa de educadores mal preparados.

Fala-se da escrita como um dom – uma capacidade ”sobrenatural” que alguns seres humanos possuem. Quando citamos grandes nomes como Carlos Drummond de Andrade, Vinicius de Morais, Machado de Assis, Clarice Lispector esse mito toma ares de verdade. Porém, prefiro pensar que a questão não se resolve de maneira tão direta assim.

Sim, é preciso reconhecer que existe algo metafísico no processo da escrita, isso não está sendo descartado aqui. E parece que algo semelhante acontece com certos escritores e com determinadas obras, pois se mantém intocáveis e relevantes no universo da escrita. É óbvio que existem e sempre existirão críticas aos grandes da Literatura, o que é perfeitamente saudável, mas é preciso concordar que existe essa magia do ”para além de…”.

Eu defendo com unhas e dentes a tese de que qualquer pessoa pode desenvolver a prática da escrita, alguns com mais dificuldade obviamente, mas considero todos como seres capazes.

No âmbito religioso a palavra ‘dom’ aponta para uma espécie de presente, uma capacidade específica, peculiar e potencial para determinada atividade. Essa capacidade não está pronta, mas deve ser desenvolvida ao longo do tempo.

Não sei dizer se a ciência já conseguiu identificar algum gene relacionado a criatividade ou ao talento. Porém, é fácil perceber que algumas pessoas desenvolvem capacidades numa ascendente maior do que outros tantos.

De fato, escrever é um ato acessível a qualquer ser humano minimamente dotado de conhecimento. Escrever bem já é outra questão!

PARA ESCREVER É PRECISO LER

A escrita nunca deve ser encarada como um processo aleatório, isolado ou desassociado de quaisquer outros processos que envolvam o intelecto, a cultura, ou o espírito do ser humano.

É justamente por não ser um ato pragmático que a escrita se entrelaça com a leitura. É impossível separar um bom escritor de um bom leitor. Aliás, ao investigarmos a vida dos grandes escritores da nossa língua descobriremos que eles eram ótimos leitores.

Devemos saber que é praticamente impossível que um mal leitor consiga escrever com qualidade e precisão. Isso fica evidente quando pessoas ficam desesperadas ao ter que produzir uma redação para concurso, vestibular ou processo seletivo.

O fato é que se alguém não consegue desenvolver o habito da leitura estará diminuindo consideravelmente os seus recursos no momento em que for exigido por meio da escrita. Quando lemos vamos construindo um repertório de expressões, ideias, conceitos, palavras, argumentos que nos servirão de base para outros textos nas mais variadas situações.

Muito além dos recursos linguísticos a leitura nos dará conhecimento, experiência e precisão. E estes valores serão primordiais para a elaboração de um texto mais coeso, mais claro e com potencial para produzir reflexão em um maior número de leitores.

O texto precisa agregar valor, direcionar o pensamento à reflexão. Todo texto deve ter ainda um ”quê” de sublimação, aquela sensação de elevação, de fazer o leitor flutuar, imaginar e ir reinventando a si mesmo ao longo dos parágrafos.

Vale salientar que um leitor descomprometido é tão passivo quanto um escritor despreparado!

COEXISTÊNCIA

O mínimo esclarecimento do que se diz ‘espiritualidade’ pressupõem o rompimento com qualquer tipo de fórmula. Semelhante a um animal ora domesticado, o indivíduo quando livre se retrai contra qualquer modelo religioso de engessamento. Para além da tradição, o afrouxar das amarras, leva a noção mais simples e necessária à coexistência: o respeito.

Nessa dimensão encontra-se um estágio de autoafirmação e com ela a despreocupação com a opinião alheia. Essa opinião não perde a importância nem o valor, mas a partir de então, ela não dita mais as regras nem orienta o comportamento.

O sujeito livre não sente a necessidade do combate. Ele compreende que o seu discurso deve ser levantado apenas nos lugares onde é bem recebido. Os debates tolos e frígidos, as conversas tendenciosas, os comentários encharcados de veneno não fazem mais parte do cardápio. Aprende-se a arte da seletividade. Você escolhe quando, onde, como e com quem conversar sobre os temas mais complexos.

Esse homem ou mulher se alimenta no substrato da arte, da leitura, da música e da ciência. Suas portas estão abertas ao empirismo, a experimentação do novo e a transcendência da razão. A grande diferença é que ele não mais se limita a busca no templo ou pelo dogma.

O místico também lhe é por companheiro. O olhar transfigurado lhe permite ver a manifestação da força na labuta diária dos ônibus lotados; ele absorve a paz da meditação na fila do caixa. Ele ouve a conversa divina nos compassos de suas músicas preferidas. Ele medita nos versos dos seus poemas e os tem por oração. Seu unguento transborda quando se apaixona. A energia é perceptível no meio de seus amigos e familiares. E ninguém, absolutamente, ninguém tem o direito de dizer que isso não é sagrado!

ODISSEIA

1.
mais que uma bactéria

2.
festa de aniversário
sem saber o que é

3.
passando de braço em
braço.
sou pulseira?

4.
minha avó é a melhor
coisa do mundo

5.
colecionador de sementes
vermelhas

6.
lagartixa boa é lagartixa
morta e enterrada

7.
kinder ovo.

8.
ranger branco é melhor
que o vermelho.

9.
já sei beijar de língua
quero filhos.

10.
tenho quase certeza
que eu sou estranho.
minhas entranhas
são gramaticais.

11.
tudo passa.


este poema continua, verso a verso, ano a ano, até o fim da viagem e retorno ao cais.

SERÁ

 

SERÁ. Do fim.

(…)

Esta série foi composta por 15 poemas inéditos, todos feitos à flor da pele. E ao que tudo indica, deve virar um zine.

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VEZ OU OUTRA

VEZ OU OUTRA. Do bagagem.

(…)

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QUASE

QUASE. Do ainda não.

(…)

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Precoce

PRECOCE. Do que me escapa…

(…)

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FOLHETIM

FOLHETIM. Dos recomeços…

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ESTÁ

ESTÁ. Do que alimenta.

(…)

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ESQUADROS




ESQUADROS. Do que muda ou do que resta.

(…)

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ESPAÇO

ESPAÇO. Do que não é de mais ninguém.

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série #pele | O mundo





Poema: “O mundo”
Autor: Brunno Soares
Interpretação: Stefany Kateline
Câmera: Helena Malveira
Música: “Peço – Taís Alvarenga”

( … )

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O MUNDO

O MUNDO. De por onde andar…

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É

É. De como nascem os poemas.

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DE LUA



DE LUA. Do que mantém a cabeça fora de órbita.

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ÂNCORAS

ÂNCORAS. Do que mantém os pés no chão.

 
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CABIDE



CABIDE. Do coração que nunca se veste.(…)

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ESCÁRNIO

ESCÁRNIO abre a série de Setembro! Um poema curto e quente, na temperatura de quando a língua toca o ventre.

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