A MENINA QUE FOTOGRAFAVA




Ela andava pelas vielas e becos escuros, cheios de pessoas e sombras. Necessariamente procurava expressões, costumeiramente disfarçadas atrás de um sorriso ou de uma garrafa. Era o seu trabalho. Capturar o momento; registrar o acontecido, enquadrar em resolução o frenesi alheio. Tinha a sua mão direita atada ao seu equipamento e a esquerda ao seu Baluarte. Temeu a segurança de suas armas de guerra, não apenas pelo preço que custaram, mas sim, pelo valor atribuído. Às vezes tímida, simples. Quase sempre com força na voz, imprime na vida a construção de seu sonho. Admiro e capturo o seu brio.




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